Neste final de semana passado participei da Festa Não Bata Cabeça à Toa, no Terreiro do Pai Maneco, trazendo ali diversas mensagens, através de psicografias, às pessoas que procuravam um pouco de luz das entidades . Quero aqui frisar que cada médium de Umbanda pode fazer isto e não é atributo só meu. Todas as mensagens foram muito bonitas e instrutivas e me sinto realmente agraciada pelos Orixás por ter tido esta oportunidade e aprendizado. Acordei hoje pensando numa mensagem passada , muito bonita e que gostaria de compartilhar com todos. Fui surpreendida em vê-la no site do Terreiro, o que considerei um grande presente. Divido-o com todos vocês.
Mensagem
Há muitos anos atrás numa tribo a qual voces chamam de Xetás, mas que tinha como nome os pássaros que voam no céu, houve um pajé que se dedicava a cura das criancas.
Muitos pequenos sofriam do mal dos espíritos da mata e o pajé por aqueles tempos tinha muito trabalho.
Cansado foi á beira do rio falar com o espírito das aguas, embora estivesse temeroso que o levasse junto. O espírito das águas, num canto, entoou a força dos guerreiros Xetas. A partir deste dia aquele pajé passou aos olhos de Tupã a ser pai de todos os pequenos que estavam na tribo e que estavam chegando.
O pajé aprendeu no canto do espírito das águas que o amor é um grande mestre e um grande guardião. O pajé descobriu então sua missão naquela e em todas as terras por onde andasse .
Te conto tudo isto meu filho para que saibas que nas angústias desta vida só o amor dá a paciencia necessária. Que a luz dos espíritos da água iluminem teu caminhar.
Caboclo Ubirajara
A foto que postei aqui é de um índio Xetá, feita por Reinhard Maack. Maack nasceu na Alemanha em 1892, mas morou no Brasil de 1923 a 1969, ano em que morreu. Ele foi premiado pela Unesco com o trabalho "A Deriva Continental", sobre Gondwana - nome dado ao bloco formado pelos continentes africano e americano antes da separação geográfica. No início da década de 60, ele fez primeiros contatos com indígenas Xetás, a noroeste do Paraná. Pelas informações que obtive na internet, os Xetás estão praticamente extintos e seus pouquíssimos descendentes não sabem a origem do nome Xetá.Salve a Umbanda!
